50 anos após o Maio de 68 na França

M68

Foi uma grande onda de protestos, que teve início com manifestações estudantis, para pedir reformas no setor educacional. O movimento cresceu tanto que evoluiu para uma greve de trabalhadores que balançou o governo do então presidente da França, Charles De Gaulle. “Os universitários se uniram aos operários e promoveram a maior greve geral da Europa, com a participação de cerca de 9 milhões de pessoas. Isso enfraqueceu politicamente o general De Gaulle, que renunciou um ano depois”, diz o historiador Alberto Aggio, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Franca (SP).

O começo de tudo foi uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa. No dia 2 de maio de 1968, a administração decidiu fechar a escola e ameaçou expulsar vários estudantes acusados de liderar o movimento contra a instituição. As medidas provocaram a reação imediata dos alunos de uma das mais renomadas universidades do mundo, a Sorbonne, em Paris.

Eles se reuniram no dia seguinte para protestar, saindo em passeata sob o comando do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit. A polícia reprimiu os estudantes com violência e durante vários dias as ruas de Paris viraram cenário de batalhas campais. A reação brutal do governo só ampliou a importância das manifestações: o Partido Comunista Francês anunciou seu apoio aos universitários e uma influente federação de sindicatos convocou uma greve geral para o dia 13 de maio.

No auge do movimento, quase dois terços da força de trabalho do país cruzaram os braços. Pressionado, no dia 30 de maio o presidente De Gaulle convocou eleições para junho.

Com a manobra política (que desmobilizou os estudantes) e promessas de aumentos salariais (que fizeram os operários voltar às fábricas), o governo retomou o controle da situação. As eleições foram vencidas por aliados de De Gaulle e a crise acabou.

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O momento da história representou uma análise do estado de ânimo de um país e segundo o artigo: Quando a França se entedia… do experiente jornalista do Le Mond Diplomatique, Pierre Viansson-Ponté em 15 de março de 68 tudo foi repassado sem sobrecarregar dados e interpretado sem opinar. Ele descreveu uma França afundada na letargia do tédio e uma união de cerca de 9 milhões de pessoas e o movimento retratou uma série de conflitos entre estudantes e autoridades da Universidade de Paris, em Nanterre, cidade próxima à capital francesa. A escola foi fechada e ameaçou expulsar vários estudantes, acusados de liderar o movimento contra a instituição. Esse representou apenas um entre os diversos conflitos que fizeram parte do movimento e após toda essa manifestação atualmente existe uma incógnita: a França se entediou? Ou está esperando as reformas de Macron? Em diversos países os estudantes se manifestam, se mexem…o que não acontece na França.

Manifestação gaulista em Paris, 30 de Maio

Manifestação gaulista em Paris- 30 de Maio

Fontes: El País Internacional e Le Mond Diplomatique.

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Hair Brasil 2018

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A Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética é anual e une diversos setores, como: Estética, Make Up, Nail, Varejo e Profissional Negócios e Show. Considerado o mais importante evento profissional de beleza da América Latina, a Hair Brasil foi realizada no Expo Center Norte, São Paulo e reuniu em um mesmo local novidades e conteúdos relevantes para os profissionais do mundo da beleza se atualizarem e promoverem negócios. Ela contou com 570 marcas e 98 mil visitas profissionais, sendo 43 mil visitantes únicos. Os visitantes incluem: Salão de Beleza, Cabeleireiro, Estética, Distribuidor Lojista, Manicure/Podólogo e Maquiador. A Hair Brasil foi eleita por profissionais da área como o grande momento de atualização através de congressos, workshops e seminários. Ela traz para conhecimento as técnicas mundiais, novidades da indústria, troca de experiências e desenvolvimento de ideias.

Estética Brasil é uma área dentro da Hair Brasil para aproximar ainda mais os profissionais de Estética das empresas expositoras de produtos, serviços e as atividades de atualização profissional, tais como: congressos e simpósios. Pela primeira vez na Hair Brasil, fabricantes de produtos para unhas tiveram espeço exclusivo junto aos profissionais da área.

Com o crescimento e a forte visitação de manicures e podólogos na Feira, houve o incentivo da criação do Nail Brasil. A área reúne industriais e profissionais do setor para trocar informações e apresentar novidades e o congresso abordou a importância da alimentação para a saúde das unhas. Houve palestra com a apresentação de materiais inovadores e as novas tendências de esmaltes.

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Os maquiadores também conquistaram espaço exclusivo, além das apostas para a área artística dentro da Make Up Brasil, setor exclusivo para expositores de maquiagem, que contou com particularidades.

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Durante quatro dias a Hair Brasil recebeu cabeleireiros, esteticistas, dermatologistas, administradores de salões e clínicas de beleza, maquiadores, manicures, entre outros profissionais do universo da beleza profissional, em mais de 300 caravanas de todo o Brasil e de vários países da América Latina.

A feira reforça há 17 anos a importância de acreditar e investir na profissionalização do setor através de Oficinas, Workshops, Congressos, Pós Congressos, Meeting Estética, Seminários de Negócios, Empreendedorismo e Palestras voltadas para a atualização profissional.

A Batalha dos Barbeiros também contava com seu espaço e revelou novos talentos da barbearia artística e participou da competição, contando com um cenário temático.

barba

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Holocausto Brasileiro

Capa

Barbacena, Minas Gerais, Brasil: 134.924 habitantes

No final do século XIX um mito foi criado na cidade de Barbacena. O mesmo enquadrava tratamento para doenças psíquicas no Hospital Colônia. A cidade era muito conceituada, por conta de seu clima serrano e a elite do Rio de Janeiro descobriu em Barbacena um local para se tratar. Uma linha de trem, conhecida como Trem de Doido, fazia parte da chegada de novos pacientes para o Hospício, conhecido por Auschwitz Mineiro. Assim o retrato contextualiza uma história paradoxal, que começa com um requinte e ao ser adquirida pelo Governo de Minas Gerais se transforma no terrível Hospital Colônia de Barbacena. Historicamente, a partir do Estado Novo tudo começou a degringolar no Hospital e então o mesmo pôde retratar uma mórbida história.

Ao perceber que o Brasil desconhecia uma de suas piores tragédias a Jornalista Daniela Arbex resolveu contar a mesma em livro. Ela diz que ao conversar com muitas pessoas percebe que é como se a memória afetiva dos pacientes tivesse sido congelada no momento do abandono. E quando os sobreviventes puderam falar foi incrível o impacto que isso teve no Brasil, principalmente sobre a triste forma com que a sociedade tratou essas pessoas.

trem de doido

A medicação dos pacientes era composta pela cor e toda quarta-feira chegava um ônibus com os ‘loucos’, pessoas que a polícia de Belo Horizonte achava que estava importunando a cidade e eram enviadas para Barbacena. O Hospício era composto por trabalhadores que não precisavam ter profissão, mas simplesmente saber como limpar e tratar o local e pacientes, que ao chegar tinham a cabeça raspada e a vida dilacerada. Inúmeras vezes eles eram vacinados com a mesma agulha pois não era disponibilizado mais que isso e os pacientes eram tratados com ‘Eletrochoque’.

colônia

Em Documentário, o Psiquiatra Ronaldo Simões fala sobre toda a situação que retratava o Colônia. No início da década de 70, com o fechamento do hospital de Neuropsiquiatria infantil de Oliveira, dezenas de crianças foram transferidas para o Hospital Colônia. Entretanto, as crianças eram deficientes e não falavam. Diversas pessoas que foram internas retratam as desilusões que foram obrigadas a passar em Barbacena no Documentário ‘Holocausto Brasileiro’. Napoleão Xavier, autor do único registro fotográfico feito em 1979 sobre as crianças do Colônia, diz que ao voltar ao local sentiu dor e sensibilidade. Até um cemitério especial foi criado para receber os mortos que chegavam do local. O pesquisador Edson Brandão comenta sobre esse fato e a expectativa do Hospital que seria não curar e sim sepultar. Segundo ele, a venda dos corpos para Faculdades é a exacerbação de uma sequência de descaminhos que esse lugar tem em sua história. Ele passa a representar uma prisão e depósito de gente. Eles ficavam nus e alguns pacientes faziam serviços para fora sem pagamento, ficavam felizes pois saíam de lá e ganhavam um maço de cigarro.

Geraldo Fialho, que trabalhou como Relações Públicas do Hospital nas décadas de 60 e 70 diz que seu trabalho era atender os familiares que visitavam os detentos no Hospital. Mais de 1800 cadáveres foram vendidos para 17 faculdades de medicina do Brasil entre 1969 e 1980.

Já a década de 30 marca a entrada das irmãs Vicentinas e da Igreja Católica na Administração da Instituição. Segundo Daniela Arbex, ao entrar no Hospital e conversar com os sobreviventes, que pela primeira vez eram procurados, ela tentou buscar de quem era a culpa daquilo e uma das personagens falou sobre a culpa coletiva. Uma verdade. Foram oito décadas de violação de direitos, maus tratos, tortura, fome, frio e milhares de pessoas passaram por lá. A cidade de Barbacena convivia com essa tragédia e para que isso ocorresse foi necessária uma omissão coletiva. O Estado brasileiro falhou e todos falharam com as 60 mil vítimas do Colônia. Diversas pacientes engravidavam e algumas funcionárias pegavam os filhos, que também eram doados ou levados para a Febem de Belo Horizonte.

Referência mundial na busca pela Humanização dos modelos de atendimento, o Psiquiatra italiano, Franco Basaglia, pioneiro na luta pelo fim dos manicômios visitou o Colônia em 1979 e garantiu visibilidade mundial ao tema da loucura. Na época ele chamou uma coletiva de imprensa, na qual revelou a causa e assim afirmou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Ele declarou que em lugar nenhum do mundo tinha visto uma tragédia como aquela.

Ao liberar a casa do Hospício, diversos profissionais retrataram seu interesse para usufruir do local e assim contar a história em diversos âmbitos. Um dos profissionais que retratou a história, Helvécio Ratton, lembra sobre o cheiro do local, que lembra dor e sofrimento. Em 2001, com a aprovação da Lei de atenção ao portador de transtorno mental no Brasil, os leitos psiquiátricos passaram a ser substituídos por modelos de atendimentos mais humanizados. No Colônia foram instituídas as residências terapêuticas. O estado tem seu lado culpado, porém o mesmo agiu em sintonia com a instituição da Psiquiatria e Medicina do tempo. Foram registradas 60 mil mortes, de pessoas internadas à força, onde 70% não tinha diagnóstico de doença mental e eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas que foram violentadas pelos patrões, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que tiveram documentos extraviados, tímidos, crianças, entre outras pessoas consideradas maléficas para a sociedade.

 

maus tratos

Eletrochoque era uma espécie de castigo para os pacientes considerados loucos.

Alguns jornalistas da época fizeram matérias para Jornais e Revistas retratando o acontecimento do local e assim a população teve acesso à realidade. Hoje o tratamento psiquiátrico deve ser revisto, entre Estado e profissionais, para assim tentar unir um benefício familiar, social e de inclusão. Diversos profissionais da área acreditam que esse benefício deve fazer parte dessa realidade O foco deve ser a inclusão, através do tratamento ambulatorial e familiar. Atualmente, imaginamos que as pessoas tenham um tratamento mais digno e inclusivo. A vigilância deve ser permanente.

Em 1980, mais de 20 meninos de Barbacena foram retirados do Hospital Colônia e enviados para a unidade da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) na capital mineira. Vários filmes e documentários foram feitos para retratar essa tragédia histórica

Luiz Alfredo, fotógrafo da Revista O Cruzeiro foi o primeiro a revelar as atrocidades do Hospital. Ele diz que isso marcou de forma pesada a sua história profissional. As fotos retratam a falta da condição humana e representam a desumanização do local na época

O Cruzeiro

Auschwitz Mineiro era um retrato maléfico e real do ambiente.

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No final dos anos 70, Ronaldo Simões Coelho, o psiquiatra, havia denunciado o Colônia e reivindicado sua extinção: “O que acontece no Colônia é a desumanidade, a crueldade planejada. No hospício, tira-se o caráter humano de uma pessoa, e ela deixa de ser gente. É permitido andar nu e comer bosta, mas é proibido o protesto qualquer que seja a sua forma”. Perdeu o emprego.

Em 1961, a rotina do manicômio foi contada na revista O Cruzeiro, pelo fotógrafo Luiz Alfredo e pelo repórter José Franco. O título da matéria era: “A sucursal do inferno”.

O documentário Em Nome da Razão despertou sentimento de indignação e Ratton derrubou os muros da indiferença. Esperamos que esse tipo de situação nunca mais ocorra e por isso sempre devemos estar alertas para não existir a conivência com esse tipo de realidade.

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Fontes:

Livro: Holocausto Brasileiro-Daniela Arbex

Documentário: Em nome da razão de Helvécio Ratton, 1979, que tornou-se um símbolo da luta antimanicomial

https://vimeo.com/162724580

Documentário completo sobre o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena [CHPB]

https://www.youtube.com/watch?v=y6yxGzlXRVg

Proteção Financeira

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Com certeza você conhece a frase “a melhor defesa é o ataque”. Tome cuidado pois a generalização é perigosa, porque parte do princípio que seu ataque será sempre superior e, portanto, não precisa se preocupar com mais nada. Porém nem preciso dizer que isso não é verdade. Infelizmente, eu, mais do que ninguém, posso afirmar que fatos aleatórios podem nos tirar do trajeto, com o perdão do trocadilho. Não estou me fazendo de vítima. Meu papel aqui é justamente dividir minha experiência para não acontecer com vocês o que vem acontecendo comigo há quase 10 anos, desde o fatídico acidente que me envolvi.

Quero propor uma pequena mudança na ordem das palavras: “a defesa é o melhor ataque” e convidar vocês a refletirem um pouco sobre: Como ainda negligenciamos as proteções.

Já parou para pensar como lidar com uma queda inesperada de renda? Notem que não falo apenas de falecimento, mas também de acidentes, invalidez e diagnóstico de doenças graves. Eu também achava que isso só acontecia com os outros. E o pior, quando aconteceu comigo, eu virei estatística daqueles que negligenciam a proteção.

Quero alertá-los sobre a importância do seguro de vida. O que foi? É isso mesmo! Mas não estou falando desses seguros que seu gerente do banco tenta te empurrar apenas para bater a meta mensal. Esse você acertou em recusar.

Me refiro ao seguro de vida que complementa a estratégia financeira familiar, feito por um especialista. Aquele que assegura projetos específicos como financiamento do apartamento, estudos do Juninho, um mestrado seu, de repente. Aquele que é feito sob medida para você e seu momento mas que se adeque à medida que seus objetivos e planos mudam.

As regras básicas são:

Não deixe para depois, pode ser tarde demais (Acreditem!).

Não tome decisão sozinho, procure o especialista (pergunte-me como, conheço uns que são f***).

Eu conheço meus leitores, e sei que vocês, seus danadinhos, são ávidos por conhecimento e querem saber como um seguro de vida pode proteger alguém.

Pois então, saibam que existe um seguro que irá lhe pagar uma indenização caso você receba o diagnóstico de uma doença grave? Pois é, pasmem.

Não precisaria falar o óbvio, mas “já que tá, que vá”. Existem regras de contratação e coberturas. Mas isso eu deixo para os especialistas

Tem até um seguro que ajuda a pagar as diárias de (qualquer) internação hospitalar, sem falar no seguro que paga indenização em caso de invalidez (por doença e/ou acidente).

Se você for autônomo, o afastamento médico é o pior dos mundos, porque se não tem trabalho, não tem la plata, como a lei da selva já dizia: No pain, no gain, filhão! Acreditam que até nisso eles pensaram? Uma indenização que visa cobrir seus gastos mensais, caso um afastamento te impeça de trabalhar e ganhar seu salário.

Antes de falar da última mas não menos interessante modalidade, vou te fazer uma pergunta? Se você tem ou tivesse um carro, você tem/ teria seguro? Pois é acho que a resposta é unânime. Nós fazemos seguros para algo incerto (tomara que não roubem seu carro). E se eu te disser que tem um seguro, que se você não usar, você vai receber o prêmio de volta, você acreditaria em mim? Esse é chique demais. Trata-se de um seguro de vida resgatável, que você pode escolher em quanto tempo quer pagar (10, 20 ou 30 anos), Caso nada aconteça com você durante esse período você pode escolher resgatar tudo o que pagou (com uma correção monetária) ou então deixar para seus herdeiros. Em qualquer uma das opções o dinheiro irá voltar. É como se fosse uma poupança fantasiada de seguro. Ou seria seguro fantasiada de poupança?

Esse mesmo seguro serve para aqueles que dizem ter um patrimônio grande o suficiente para não precisarem de seguro de vida; em sua ausência, os herdeiros venderiam parte do ativo para manutenção dos planos. Vou contar um segredo então: seguro de vida também é a escolha certa para esses senhores feudais. Herdeiros não venderão nada até que o processo de inventário seja concluído, o que pode levar muito tempo e consumir muito dinheiro. Por acaso já fizeram a conta quanto de imposto por transmissão de herança é gerado em cima de um terreno de R$ 10 milhões? E acha que esse terreno será vendido do dia para a noite?

O seguro de vida é um excelente instrumento de transmissão patrimonial. Já que está livre de inventário e impostos, permitindo que os herdeiros arquem com as despesas de herança em um momento delicado.

Sei que a mentalidade do brasileiro em relação a seguros está muito atrasada. Se compararmos com os EUA, onde 60% da população possui algum tipo de seguro de vida, percebemos que ainda temos um longo caminho a percorrer, pois esse número no Brasil ainda é muito baixo, cerca de 12%. Mas considere-se um vitorioso pois chegou até esse último parágrafo.

O aumento dos investimentos por diversas vertentes é constante através de inúmeros públicos, assim o crescimento do mercado é muito relevante e interessante para unir rentabilidade e inovação.

 Como nos investimentos, os planos de proteção patrimonial devem respeitar as especificidades de cada indivíduo, por isso fale com um especialista.

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A multiplicação do Carnaval paulistano

 

O carnaval, feriado multicultural, representou os foliões na cidade de São Paulo e contou com diversos pontos altos e baixos na cidade que não para. A folia contou com megablocos na Rua da Consolação, Avenida Faria Lima e Avenida 23 de Maio, espalhou bloquinhos por vários pontos da cidade, registrou quatro mortes e milhares de furtos de celular. Entre sábado e terça-feira houve tumulto no metrô e confusões semelhantes ocorreram durante o pré carnaval. O crescimento do carnaval de rua em São Paulo obrigou organizadores a aumentar a estrutura de som, segurança e apoio para os desfiles. Os blocos Acadêmicos do Baixo Augusta, Agrada Gregos e Love Fest I levaram um grande público para as ruas e outros preferiram não sair este ano, como o Tô de Bowie e o Bloco Soviético.

Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta

As mortes ocorreram no pré-carnaval da Avenida Rebouças, durante uma briga num posto de gasolina, um estudante morreu eletrocutado na Rua da Consolação e um terceiro foi encontrado morto na Praça da República, no centro. Mas falando do Carnaval de Rua e os blocos que integraram o calendário oficial, a Vila Madalena, Lapa, Pinheiros e diversos outros bairros também contaram com várias atrações. Desde 2013 a prefeitura da cidade traz diversas ações para reconhecer a dimensão cultural, simbólica, econômica e turística dos blocos de rua. Os bloquinhos representam uma opção mais calorosa para o folião que gosta de curtir o carnaval além dos desfiles e bailes mais tradicionais. Na semana pré carnaval 2018, os blocos já levaram 2 milhões de foliões às ruas da capital, segundo cálculo da Prefeitura. Assim, a população conseguiu usufruir do feriado muito aguardado por diversas pessoas não apenas acompanhando os desfiles das Escolas de Samba e sim inovando na curtição do Carnaval de Rua.

O cantor Sidney Magal também estreou um Bloco na folia 2018 e a cantora Daniela Mercury fechou o carnaval das multidões para 1 milhão de pessoas, chegando até a Praça Roosevelt, no centro da cidade e cantando por quase seis horas.

Bloco

Especulação Imobiliária

Teatro OficinaP.A

Dois belos espaços da cidade de São Paulo estão sendo ameaçados pela especulação imobiliária: o Teatro Oficina e o Parque Augusta.

O primeiro corre o risco de ser privatizado pelo Ministério da Cultura e está fechado há muitos anos. Em novembro de 2017 o CONPRESP adiou em uma semana a decisão sobre a construção de prédios da incorporadora, SISAN, braço imobiliário do grupo Silvio Santos, proprietário do terreno do entorno do Teatro Oficina.

Em outubro de 2017 houve mais um ato em defesa do Teatro Oficina e do Direito à cidade de SP, na Faculdade de Direito da USP e o movimento Parque Augusta sem prédios e a rede Novos Parques SP estiveram presentes e reiteraram apoio.

Já o Parque Augusta sem prédios é a última área verde do centro da cidade e está ameaçado pela especulação imobiliária apesar da sanção da Lei 15.941 no Natal de 2013. Os movimentos se abraçaram e lutam juntos pela vitória de ambos. A população da cidade deseja que o Parque Augusta sem prédios tenha gestão comunitária.

A Condephaat (órgão de defesa do patrimônio do Estado de São Paulo) emitiu em setembro de 2016 um parecer contrário à construção de prédios no terreno ao lado do Teatro Oficina do propriedade do Grupo Silvio Santos. Os movimentos: Parque Augusta sem prédios e o Teatro Oficina estão juntos na luta em defesa da democracia. O Teatro Oficina resiste há muitos anos a tentativa de construção de mais um shopping center, dessa vez pelo grupo Silvio Santos. Apesar de ser patrimônio tombado pelo Condephaat e pelo Iphan. órgãos estadual e federal, respectivamente de preservação do patrimônio Histórico, Arquitetônico e Cultural.

O Parque Augusta foi incluído no mapeamento dos remanescentes de Mata Atlântica no município de São Paulo e é um dos produtos do Plano Municipal da Mata Atlântica de SP, que configura-se como elemento obrigatório do Plano conforme o artigo 43 do Decreto Federal 6.620/2008. Apesar da sanção da lei pelo prefeito Fernando Haddad, em dezembro de 2013, segue fechado, abandonado, ocioso e ameaçado pela construção de prédios da especulação imobiliária, que financia campanhas políticos partidários e pautam o planejamento urbano das cidades de todo o Brasil. O movimento estava presente em diversos eventos sociais e políticos.

O diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, fundador do Teatro Oficina quer mobilizar a sociedade para transformar o terreno de Silvio Santos, vizinho ao teatro em Parque do Bixiga e a disputa com o apresentador de TV se arrasta desde os anos 1980. Zé Celso vem mobilizando artistas e a população de um modo geral para tentar evitar que o projeto seja realizado e o terreno se transforme no Parque do Bixiga. Um vídeo da última reunião, com a participação de Zé Celso, Silvio Santos e João Dória mostra o prefeito tentando encontrar uma solução entre os dois lados, mas Silvio Santos está inflexível sobre sua decisão de seguir adiante com a construção.

LAMBES

Foto 1: Lambes do Espetáculo pra Dar um FIM no JUÍZO de deus e Do Ocupe o Parque Augusta na Rua Augusta, julho de 2016/Teatro Oficina

Assim fica clara a importância do mercado imobiliário e toda sua questão chave em cheque. Certos quesitos são de extrema importância e acabam caindo num ciclo de artimanhas que estão acima do bem-estar social em qualquer âmbito.

foto 2 :Terreno ao lado do Teatro Oficina, objeto da cobiça do Grupo Sílvio Santos que intenciona construir um shopping center.

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Belchior

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Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, o Belchior, nasceu na cidade cearense de Sobral (cidade com grande cultura europeia), filho de um bodegueiro e 13° entre 23 irmãos.

Representava parte de uma típica família nordestina e em sua vida passou de cantor consagrado a ídolo recluso. Cresceu acompanhando e vivenciando a música e assim passou por diversas histórias relevantes para seu crescimento artístico. Belchior morreu em sua casa, na cidade de Santa Cruz do Sul por causas naturais e seu corpo foi levado para o Ceará, onde ocorreu o sepultamento em Sobral, sua cidade natal. Segundo a família Belchior não tinha paradeiro certo desde 2008 e após se separar da mulher com quem viveu 35 anos ele resolve se distanciar da carreira e dos antigos amigos. Seu sumiço virou uma espécie de lenda e inclusive virou tema de campanhas e alimentou teorias.

Belchior; Cantor

“Eu não estou interessado em nenhuma teoria,play it cool, Baby”
Doze Jovens Coloridos, dois Policiais
Cumprindo o seu (maldito) duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Cumprindo o seu (maldito) duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas, amar e mudar as coisas me interessa mais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais
Cravos, espinhas no rosto, Rock, Hot Dog, “play it cool, Baby”
Doze Jovens Coloridos, dois Policiais
Cumprindo o seu (maldito)duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Cumprindo o seu (maldito)duro dever e defendendo o seu amor e nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria,
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas, amar e mudar as coisas me interessa mais.”

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O LP vendeu 30 mil cópias em menos de 3 semanas de lançado. Um cantor torto que buscava a carne do ouvinte e buscava não ferir ninguém com seu timbre agreste.

Um compositor refinado, com belas referências poéticas (Fernando Pessoa, Arthur Rimbaud, T.S. Eliot e João Cabral de Mello Neto), que não escapava às comparações com o americano Bob Dylan. Tudo por conta do timbre anasalado e longos versos espremidos nas canções, às vezes de forma falada. Depois de um LP lançado em 1974, sem repercussão, e do sucesso “Paralelas” (gravada por Erasmo Carlos e Vanusa), Bechior foi para a gravadora Philips pelas mãos de Marco Mazzola, que produziria “Alucinação”.

O último disco com canções inéditas de Belchior foi Baihuno, de 1993, no qual a pesquisadora da USP Josely Teixeira Carlos (autora de teses sobre o artista) afirma que ele fez “um sumário das ideias que apresentou ao longo da carreira, de rapaz latino-americano ‘baiano’ (uma referência a como os nordestinos são chamados em São Paulo) e ‘huno’ (o povo bárbaro da Ásia Central que migrou para a Europa nos séculos IV e V em busca de novos pastos)”.

Depois de um último disco Belchior foi se retirando de cena e fez sua última aparição pública em um show de Tom Zé em Brasília. Belchior morreu de rompimento da Aorta em Santa Cruz, Rio Grane do Sul, onde ele procurou refúgio diante da frustração de uma carreira que viveu um ápice ainda nos anos 70 e que depois não atingiu o mesmo patamar de sucesso. O corpo foi velado e enterrado em Fortaleza, Ceará.

Após a sua morte as músicas de Belchior ‘bombaram’ na internet e o artista voltou a emplacar músicas entre as mais ouvidas. Entre as músicas constam: ‘Apenas um Rapaz Latino-Americano’ e ‘Como Nossos Pais’.

Há quem diga que um dos principais motivos para o sumiço de Belchior nos últimos dez anos de vida foi a desilusão com a desvalorização de seu trabalho e de outros artistas da Música Popular Brasileira, ao mesmo tempo em que movimentos culturais populares como a música sertaneja e o pagode ganhavam força.

No período de 65 a 70 participou de festivais de música no nordeste e ao chegar no Rio de Janeiro, em 71, ganhou o primeiro lugar no festival de MPB com música de sua autoria, Na hora do almoço, e com a mesma iniciou sua carreira como cantor a partir do compacto ‘Copacabana’. Ao mudar para São Paulo conheceu Elis Regina, que daria projeção nacional ao cantor, como compositor também. Entre algumas de suas composições de sucesso estão: Apenas um Rapaz Latino-Americano, Paralelas e Medo de Avião. Elis Regina gravou em 76: Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida no LP ‘Falso Brilhante’, também com autoria de Belchior.

Em entrevista Belchior fala sobre o início de carreira e diz que a maior dificuldade foi inserir um tipo de música pessoal e mais rara naquele tempo. Ao passar por muitas dificuldades ele lembra que ao compor as músicas não esperava fazer sucesso. Com novas sonoridades a própria Elis Regina disse que não gostaria de ter alguém antes dela fazendo uma composição.

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Ele faz questão de sempre deixar clara a importância que o nordeste teve para o seu início na música e na vida. Belchior relembra que a religião teve um grande marco no nordeste e assim no seu lado artístico também, coisas como salmos, novenas, entre outras coisas. Ele diz que ao chegar em São Paulo tudo ficou individualizado e você passa a fazer parte da grande manada humana das grandes cidades perdendo assim o vínculo e os laços com as outras pessoas. Ele lembra a importância do movimento ‘Tropicália’, que deflagrou uma grande reestruturação no Ceará, onde ele cresceu e a partir de então a própria inovação cultural veio com o movimento do tropicalismo. Ele lembra de Milton Nascimento e sua consciência mineira, que retratava tudo de forma amena e interessante. Ele lembra de coisas para a música utilizadas no nordeste, que ele acabou inserindo em sua carreira. O Professor Pasquale entrevista o cantor Belchior no Programa Nossa Língua Portuguesa (1996) e no mesmo ele fala sobre a intenção de comprometer em suas canções os aspectos pessoais mais relevantes e passados pela atualidade da música ao longo do tempo. Além, é claro, da conversa sobre os textos longos de Belchior e todo o artesanato utilizado na produção dos textos de suas músicas. Algo coloquial que atinge um ponto chave na reprodução: o ponto vocal e a sonoridade da palavra. Em entrevista ele deixa claro que pretende continuar cantando e compondo até o fim da vida.

O produtor musical e colunista da BandNews FM, João Marcelo Bôscoli disse que o trabalho de Belchior ajudou a definir a música pop nacional e conheceu o cantor através de sua mãe: Elis Regina; que interpretou diversas canções do artista Belchior.

5.

[Cem anos: revolução russa]

 

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Após 100 anos da Revolução Russa, um dos maiores eventos históricos do século XX, algo pode ser questionado pois o mesmo representou um sério impacto central na configuração político-social do mundo. Assim construiu um processo de industrialização e urbanização únicos em termos de lapso temporal e logo representou uma contribuição decisiva para a derrota do terror nazi-fascista e a parir daí foi decisiva para as lutas de libertação dos povos do terceiro mundo e então solidariedade aos outros povos e nações que caminhavam para o socialismo. Segundo palavras do professor José Paulo Netto, houve uma associação criminosa e mafiosa, que instaura relações capitalistas e assim recupera da ordem do capital o que há de mais desigual da propriedade pública. O processo revolucionário também passou por deformações, equívocos, erros e crimes cometidos em nome do socialismo. Sobre a economia dentro da socialização do poder político, houve um inevitável congelamento, com a estatização da economia, resultado da ordem do capital. As tentativas de autogestão econômica representaram uma dessincronização, logo, sem sincronização do poder político não há socialismo viável e isso pode ser acompanhado a partir dos projetos e modelos que caíram por si.

O período de conflitos teve como base o poder do Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin. Recém-industrializada e sofrendo com a Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco. Além disso, o governo absolutista do czar Nicolau II desagradava o povo que queria uma liderança menos opressiva e mais democrática. A soma dos fatores levou a manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, deram origem à União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, que durou até 1991.
A Revolução compreendeu duas fases distintas:
A Revolução de Fevereiro (março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II , o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, derrubou o Governo Provisório apoiado pelos partidos socialistas moderados e impôs o governo socialista soviético. Terminada a guerra civil, a Rússia estava completamente arrasada, com graves problemas para recuperar sua produção agrícola e industrial. Visando promover a reconstrução do país, Lenin criou, em fevereiro de 1921, a Comissão Estatal de Planificação Econômica ou GOSPLAN, encarregada da coordenação geral da economia do país. Pouco tempo depois, em março de 1921, adaptou-se um conjunto de medidas conhecidas como Nova Política Econômica ou NEP[4]. Assim a ‘Era Stalin’ e o êxito na reconstrução do país e na elevação do nível econômico e cultural da população soviética tornando a URSS. Contudo, a União Soviética, o principal oponente da Alemanha na Europa passou a dispor de enorme prestígio internacional, mas teve enormes perdas humanas e materiais. O governo de Stalin terminou com sua morte no ano de 1953.

O evento também contou com a revolução das mulheres a partir de uma manifestação, que reuniu, na Rússia, mais de 90 mil mulheres contra o czar Nicolau II e a participação do país na Primeira Guerra Mundial. O evento, que também exigia melhores condições de trabalho e o fim imediato da fome que se alastrava pelo país, tomou proporções inimagináveis e culminou na chamada Revolução de Fevereiro, um prenúncio da Revolução de Outubro, que derrubou o czarismo, deu o poder aos sovietes e levou à construção da URSS. Para comemorar o centenário dessa data incendiária, a  Boitempo publica A revolução das mulheres, antologia de artigos, atas, panfletos e ensaios de autoras russo-soviéticas produzidos nesse contexto de convulsão social e política.

Liderados por Lênin, autor da obra “Tese de Abril”, os bolcheviques defendiam a delegação de poder político nas mãos dos sovietes e a instalação de uma ditadura do proletariado. Contando com o apoio de Leon Trotski, os bolcheviques organizaram um exército incumbido de findar com o governo menchevique. O chamado Exército Vermelho derrubou o governo provisório e instalou o Conselho Comissário do Povo. Esse conselho tinha Lênin como presidente, Trótski no comando dos negócios estrangeiros e Josef Stálin dirigindo os negócios internos.

Lênin

Vladímir Ilitch Uliánov Lênin (1870-1924) foi o mais importante líder bolchevique e chefe de Estado soviético, mentor e executor de um evento que inaugurou uma nova etapa da história universal, a Revolução Russa de 1917. Intelectual e estrategista com rara apreensão do momento histórico em que viveu, escreveu artigos e livros que inspiraram a articulação do internacionalismo socialista e aprofundaram a compreensão do capitalismo, dos efeitos do desenvolvimento desigual, do imperialismo e do Estado. Durante sua existência, praticou o que escreveu e escreveu sobre o que praticou, num notável exemplo de coerência. Quase toda a sua obra – teórica e prática – foi produzida nas duas décadas que inauguraram o século XX, período em que sua influência foi decisiva. Por isso e muito mais, é fundamental voltar a Lênin.

Inicialmente, Lênin estatizou os bancos e indústrias, realizou uma reforma agrária e retirou a Rússia da Primeira Guerra com a assinatura do Tratado de Brest-Litovski. Ao implantar medidas de caráter popular, as forças reacionárias russas tentaram derrubar o governo bolchevique. Mesmo tendo o apoio de nações estrangeiras, os exércitos anti-revolucionários não conseguiram vencer a determinação e o grande contingente do Exército Vermelho.

No campo político, a Duma passou a funcionar sob um sistema unipartidário, onde o Partido Comunista da URSS seria a única via de representação política do país. Nesse período, ganhou força a idéia de que o novo governo deveria criar formas para que o processo revolucionário socialista se expandisse nas demais nações do mundo. Além disso, o governo revolucionário se preocupou em conter os possíveis traidores do ideal revolucionário com a prisão e o exílio.

Desgastada com as movimentações da guerra civil, a Rússia não tinha condições para implantar um sistema econômico socialista. Para contornar esse problema, Lênin criou a Nova Política Econômica (NEP). Essa medida permitia a existência de práticas capitalistas dentro da economia russa. Lênin dizia que essa ação era necessária para que o país tivesse autonomia suficiente para alcançar os estágios inicias do projeto socialista.

Com tais medidas a economia russa dava claros sinais de recuperação e aquilo que Lênin defendia em tese parecia tornar-se realidade. No entanto, a aparente estabilidade governamental não durou muito tempo. A morte de Lênin, em 1924, trouxe uma tensão política promovida pela escolha do próximo dirigente do governo socialista. De um lado Trotski, que defendia a expansão dos ideais da Revolução Russa e do outro Stálin, que acreditava na consolidação interna do socialismo soviético. Stálin venceu a disputa pelo poder, dando novos rumos à revolução iniciada por Vladmir Lênin.

Lenin consolidou sua ideologia, acreditando e seguindo o marxismo, e passou a combater os populistas. Seu retorno definitivo e triunfal para Rússia ainda demoraria muito tempo para acontecer. Após formado, passou um tempo na Suíça, em 1895, onde fez contato com exilados russos, dentre os quais estava Plekanov. Quando voltou para Rússia, com a intenção de dar vida ao Partido Social Democrata Russo, acabou sendo preso e exilado na Sibéria, local onde permaneceu por três longos anos.

Ainda assim, em congresso do Partido Social Democrata Russo, a corrente da qual Lenin fazia parte conseguiu se impor graças a uma pequena maioria. Em 1905 eclodiu uma revolução na Rússia, sem liderança definida ou objetivos bem claros, mas que serviu para abalar a sustentação do czarismo no país e fragmentar o prestígio do então czar Nicolau II. Nesta ocasião, o partido de Lenin entrou em desacordo sobre as posturas que deveriam ser tomadas no movimento revolucionário e acabou se sucedendo um racha. A corrente interna que contava com a participação de Lenin ficou caracterizada por acreditar que as mudanças na Rússia deveriam acontecer através da ação revolucionária, dando origem ao Partido Bolchevique, de cunho mais radical. Já a oposição acreditava que o processo deveria ser mais moderado e contando com a atuação da burguesia, o que deu origem ao Partido Menchevique.

Durante sua existência, praticou o que escreveu e escreveu sobre o que praticou, num notável exemplo de coerência. Quase toda a sua obra – teórica e prática – foi produzida nas duas décadas que inauguraram o século XX, período em que sua influência foi decisiva. Por isso e muito mais, é fundamental voltar a Lênin. A Boitempo aceita o desafio e se lança nesta aventura fundamental: a coleção Arsenal Lênin!

Após a Revolução Lenin teve que fugir novamente da Rússia e passa a viver na Europa Ocidental. Alguns anos mais tarde a incomformidade com o czarismo se acentou na Rússia e o processo revolucionário tomou rumos mais organizados para a efetivação. Em outubro de 1917, os bolcheviques, liderados por Lenin, assumiram o controle da revolução e o poder russo. Em alguns momentos Lenin utilizou de mecanismos da economia de mercado, mas era ação integrante de sua política comunista na Rússia que influenciou o restante do mundo, mesmo que fosse necessário “recuar um passo para avançar dois”, como costumava dizer. Lenin participou da fundação da URSS e criou uma corrente teórica chamada leninismo que influenciou partidos comunistas em todos os lugares. No mesmo ano da criação da União Soviética, Lenin contraiu uma doença que o levaria à morte em 21 de janeiro de 1924. Seu corpo foi embalsamado e permanece até hoje exposto em seu mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou.

*Bolcheviques: do russo “majoritário” Dois terços dos integrantes eram russos. “Partido Comunista” para enfatizar a distancia entre os moderados. Depois de 1917, ficaram conhecidos como “vermelhos” em oposição aos “brancos” mencheviques. *Mencheviques: Facção minoritária do POSDR (daí o menchevique) era formada por intelectuais e profissionais da classe baixa (tipógrafos e ferroviários) em busca do marxismo liberal. Em sua maioria judeus não russos, os mencheviques acreditavam no socialismo moderado, um sistema que seria conquistado democraticamente após a derrocada do capitalismo.
*Sovietes: órgãos representativos abertos a qualquer pessoa que quisesse participar. Divididos entre locais e distritais, organizavam greves e forneciam suprimentos aos trabalhadores. De prática moderada, não apoiavam a luta armada, defendida por Lenin. Destaca-se o Soviete de Petrogrado, que participou da Revolução de Outubro de 1917, em oposição ao governo provisório.

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O Mausoléu de Lenin ou Mausoléu de Lenine (em russo: Мавзолей Ленина, transl. Mavzolei Lenina), é um ambiente localizado na Praça Vermelha, em Moscou, onde está guardado e exposto o corpo do líder fundador da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, Vladimir Ilitch Ulianov. A construção consiste em um salão coberto por cinco blocos em formato piramidal e cercado por um balcão, acessado por duas escadas ao lado de um portão, e que por sua vez dá acesso a uma tribuna. O mausoléu é composto das cores vermelha e preta, representando o sangue e o luto, respectivamente. Assim como o Túmulo do Soldado Desconhecido, o local é constantemente vigiado pelo batalhão presidencial, porém aberto para visitações.

O impacto da revolução russa influenciou a história em diversos ângulos e no mundo que vivemos atualmente repleto de intolerâncias relembrar o acontecido se faz extremamente relevante. O impacto da Revolução de 1917 transformou o mundo e repercutiu em cada canto do globo com efeitos nos campos: político, social, econômico, cultural e artístico. Hoje, com a maior possibilidade da leitura do contexto sob diversos aspectos o entendimento do seu todo é amplo. Os momentos de crise nos obriga a olhar para a história em resposta a polarizações simplórias no momento de enrudecimento de diversas intolerâncias e assim acompanhar discussões que relevam momentos tão relevantes da história. A abordagem das contradições que fazem parte do mundo auxilia para o amplo debate.

O SESC Pinheiros apresenta um seminário com debates compostos por grandes estudiosos do caso: ‘ Seminário Internacional 1917: o ano que abalou o mundo’. A partir desse evento, que une cursos, palestras, debates e conferências a discussão base centraliza a transição socialista e a ordem do capital.

Perspectivas das mulheres

Durante a revolução as mulheres representaram um núcleo diferenciado e a historiadora política e social da Rússia e da União Soviética, a norte-americana Wendy Goldman, fala sobre a distribuição da riqueza e recursos e lembra da constante discussão sobre o fato: se imagina algo, logo pode criar. Ela lembra algumas condições impostas pelos homens, que caminhavam baseados em princípios totalmente revolucionários e baseados em uniões livres. Dessa forma tudo seria aberto e totalmente indenpendente. A importância da Revolução Russa é que ela traz muitas lições a nos ensinar hoje. Devemos nos perguntar: Onde erraram os revolucionários? Por que o Stalinismo surgiu de uma revolução com ambições democráticas? E como pode se gerir melhor o desenvolvimento entre a cidade e o campo? A Revolução Russa deve ser estudada por todos que tem interesse em construir um futuro melhor que não é controlado pelo princípio do lucro. As ideias do planejamento são particularmente interessantes para as milhões de pessoas que tem sofrido com as crises econômicas cíclicas que são endêmicas do capitalismo, e a destruição do meio ambiente. Os Bolcheviques alcançaram o poder com um programa básico de libertação feminina que se baseava em quatro princípios: união livre, emancipação da mulher através da independência econômica, socialização do trabalho doméstico, e o gradual e inevitável desaparecimento da unidade familiar patriarcal. Foi um período de grande oportunidade e mobilidade social. Em nenhum outro país as mulheres ingressaram no trabalho assalariado industrial em tão pouco tempo. Brigadas de mulheres estudavam quais funções nas fábricas e minas poderiam ser executadas por mulheres. Se propuseram a abrir postos de trabalho semiqualificados e qualificados para mulheres, que eram antes reservados só para homens. Foram bem sucedidas em romper muitas barreiras no mundo do trabalho. Cantinas públicas, creches, e lavanderias foram criadas para socializar o trabalho doméstico. Relações sociais entre homens e mulheres começaram a mudar. Os principais retrocessos decorreram do altíssimo nível de desemprego feminino durante a primeira década após a revolução e da fome de 1921. A fome, junto à ruína econômica e à destruição dos longos anos de guerra, produziram milhões de crianças órfãs. Embora o Estado pretendesse socializar a reprodução social e criar lares e orfanatos para as crianças, não havia meios para realizar isso.
O primeiro retrocesso programático veio no começo da década de 1920 quando o Partido decidiu incentivar camponeses a adotar as crianças. A princípio isso tinha sido proibido para evitar que os camponeses usassem as crianças como mão-de-obra gratuita. Outros problemas ocorreram devido à alta taxa de desemprego feminino acoplado à facilidade do divórcio. Mulheres desempregadas foram forçadas a entrar na prostituição. Isso foi tido como a grande vergonha da revolução. Uma grande e relevante lição que pode ser tirada da Revolução seria algumas colocações relevantes e polêmica para o sexo feminino, como: o acesso livre ao aborto e a métodos contraceptivos seguros são importantes direitos; as mulheres devem ter controle sobre seus próprios corpos para se realizarem plenamente enquanto seres humanos iguais aos homens; a escolha livre de matrimônio e parceria é crítica; mulheres e homens devem ser livres para escolherem seus parceiros com base no respeito mútuo e amor, e devem ser livres para dissolver um relacionamento se ele não mais se sustenta sob essas bases. Segundo as militantes Bolcheviques nos mostraram o poder nunca é cedido às pessoas por aqueles que o detém. As russas tiveram que lutar pelos direitos das mulheres dentro e fora do Partido. E nunca foi fácil. Suas lutas ficam como uma lição para todos que lutam por um mundo melhor.

Vida de Trótski

Leon Trótski foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, organizador do Exército Bermelho e após a morte de Lenin, rival de Stalin na disputa pela hegemonia do Partido Comunista da União Soviética.

Nos primeiros tempos da União Soviética, Trótski desempenhou um importante papel político, primeiro como Comissário do Povo (Ministro) para os Negócios Estrangeiros; posteriormente, como organizador e comandante do Exército Vermelho e fundador e membro do Politburo do PCUS.

Afastado do controle do partido por Stalin, Trótski foi expulso deste e exilado da União Soviética, refugiando-se no México, onde veio a ser assassinado por Ramón Mercader, agente da polícia de Stalin. As suas ideias políticas, expostas numa obra escrita de grande extensão, deram origem ao trotskismo, corrente ainda hoje importante no marxismo.

Contrariamente ao que a velha guarda bolchevique desejava, Trótski reorganizou o Exército Vermelho em torno do recrutamento compulsório de camponeses, enquadrados por oficiais do antigo Exército Imperial Russo, os quais eram vigiados quanto às suas simpatias políticas por propagandistas e militantes bolcheviques (“comissários políticos”) encarregados de validar as ordens militares dadas por estes oficiais, e garantir sua confiabilidade (“comando dual”). O Exército Vermelho foi assim constituído como uma organização hierarquizada e burocrática, que, como era norma em todos os exército desse tempo, apoiava-se no uso de uma disciplina estrita que previa o uso liberal da pena de morte para atos de covardia e deserção, aplicável tanto aos ex-oficiais do exército imperial quanto aos comunistas. Como o próprio Trótski explicou numa de suas proclamações:

“Aviso que se qualquer unidade [militar] recuar sem ordens para tal, o primeiro a ser fuzilado será o comissário [político] da unidade, e depois o comandante[…] É o que prometo solenemente diante de todo o Exército Vermelho”.

Tal atitude levou a constantes protestos de militantes bolcheviques, que prefeririam um Exército Vermelho organizado como uma milícia popular dirigida exclusivamente por comunistas e dotada de oficiais eleitos. Para Trótski – que nada tinha de militar profissional – no entanto, as necessidades de uma guerra moderna impunham a posse de conhecimentos técnicos especializados que poderiam ser encontrados apenas num corpo de militares de carreira, daí a necessidade absoluta do recurso a “especialistas burgueses”. Leve-se em conta que, pelo uso de uma disciplina tida por muitos como “brutal”, Trótski procurou impor a vigência do princípio meritocrático no Exército Vermelho: não teve qualquer hesitação em promover oficiais tzaristas competentes a postos de responsabilidade, nem hesitou tampouco em validar punições e mesmo fuzilamentos de militantes comunistas tidos como culpados de covardia.

Na situação militar desesperada do verão de 1918, com os bolcheviques reduzidos à posse da parte da Rússia Europeia em torno de Moscou e Petrogrado (São Petersburgo), com os alemães e austríacos ocupando a fronteira ocidental, os ingleses e franceses o Ártico russo, e as várias formações antibolcheviques, a Sibéria, Trótski recebeu carta branca do partido para aplicar seus métodos. O primeiro grande sucesso militar do Comissário da Guerra seria a defesa da linha de frente dos Urais contra as tropas da Legião Checoslovaca – uma tropa de soldados checos emigrados mobilizados para a luta contra os austríacos ao lado do exército tzarista, que haviam sido instigados pela Entente franco-britânica (Entente Cordiale) e pela oposição russa a lutarem contra os bolcheviques – defesa esta que culminou na tomada de Kazan pelo Exército Vermelho em 10 de setembro de 1918.

Ironicamente, afastado Trótski, Stalin vira-se contra Bukharin e acaba por apropriar-se de muitos dos preceitos da política econômica enunciados por Trótski, implementando-a, todavia, de uma forma criticada por uma grande maioria, como exageradamente violenta e autoritária. Tal “virada à Esquerda” de Stalin, no entanto, fez muito para privar a Oposição de Esquerda de grande parte dos seus partidários na URSS, que acabam por aderir a Stalin, que consideram estar realizando na prática o programa da oposição, nomeadamente o economista Ievguêni Preobrajenski e o antigo chefe de governo da Ucrânia soviética e amigo pessoal de Trótski desde a época de sua estadia nos Bálcãs, o socialista romeno de etnia búlgara Christian Rakovski – que, juntamente com a imensa maioria dos antigos trotsDepois de um longo período de uma Rússia devastada por protestos e depois recuperada houve um momento critico que foi em 1924, que o governante Lênin que deu novas caras a Rússia tinha morrido e quem assumiu o poder foi o forte Joseph Stalin e começou a governar o país com força e com mãos de ferro.kistas, haveriam de perecer nas Grandes Purgas dos anos 1930.

Por trás de todas estas querelas, estava a defesa de Trótski do Exército Vermelho como organização não partidária, que fez com que ele tivesse, desde muito cedo, de defrontar-se com uma cabala no interior do partido, dirigida por Stalin – que, entre Maio e Outubro de 1918, estava encarregado de organizar serviços de intendência no fronte de Tsartsin – a futura Stalingrado – e havia tornado-se o governante informal da região do Baixo Volga, onde instalara um reinado de terror dirigido contra as antigas classes dirigentes e especialmente contra os antigos oficiais do exército imperial, fuzilados sob qualquer pretexto. Stalin e seu futuro Ministro da Defesa, Kliment Voroshilov, levaram sua oposição a Trótski ao ponto de recusarem subordinar-se ao ex-general tzarista Andrei Snesarev, nomeado por Trótski para dirigir as operações militares na região. Ao criticar a política de Trótski como hostil aos “velhos bolcheviques”, Stalin conseguiu uma primeira base de apoio na burocracia do partido que lhe seria muito útil na luta posterior pelo poder.

Outros dois revolucionários são pouco lembrados mas também foram relevantes para a base da Revolução:

*Sverdlov: membro do partido e segundo Lenin ele carregava em si a “essência da revolução proletária”. Ele conseguiu expressar, do modo mais completo e efetivo do que qualquer outra pessoa, a própria essência da Revolução Proletária 

*Lev Kamenev: em 1918 tornou-se presidente do Soviete de Moscou e no fim dos anos 20 foi expulso por Stálin do Partido Soviético e foi perseguido e assassinado pela burocracia stalinista após os processos de Moscou, que perseguiu os “velhos bolcheviques”. Antes disso, participou da Oposição de Esquerda, liderada por Trótski, contra a política stalinista, mas capitulou e seguiu a política stalinista nos seus últimos anos. 

A União Soviética e o Brasil

No Brasil, a Fundação do Partido Comunista ocorre após a Revolução de outubro, que significou um acontecimento base para abalar o mundo. A partir de então, profissionais afirmam que a história do século XX não pode ser entendida sem a Revolução Russa e seus efeitos diretos e indiretos. A América Latina e o Brasil, em particular, não deixariam de ser atingidos pela repercussão desse grande evento mundial. Assim, o movimento operário, que estava nas mãos dos anarquistas se mobilizou contra as condições de trabalho e assim entidades e federações foram criadas pela luta.

A Revolução foi simbolizada como econômica na origem e fim, mas acentuadamente libertária nos meios, processos e direção. Assim ensinou aos revolucionários e aos povos de todas as nações uma única e  moderna fórmula de eficácia destrutiva, operando assim uma revolução social profunda. Sem esquecer e relevar, é claro, a imprensa anarquista daqueles anos, como o Jornal anarquista de 1918, O Cosmopolita, que registrou a instalação da ‘soberba’ revolução russa. Diversos meios de comunicação e grandes profissionais da área faziam suas críticas e relevações sobre a grandeza e importância da Revolução. Os países vizinhos do Brasil, como a Argentina, Uruguai, Peru e Chile, por exemplo, já contavam com partidos socialistas, mas, ainda assim, o país passou por uma espécie de lentidão, estagnação e forte atraso cultural.

No Brasil, o nacionalismo passou a simbolizar um conceito inclusivo, assim a construção do nacionalismo foi forte e passou a fazer parte da cultura brasileira. Desse forma o espírito nacionalista emergiu, com uma espécie de efeito inclusivo e procurou se desvencilhar das questões raciais e ambientais, características do início da república velha. Assim as concepções nacionais relevadas pelo PCB- Partido Comunista Brasileiro, frutificariam no Brasil graças a sua aceitação por amplos setores sociais influenciados pelo pensamento nacionalista. Lembranças sobre a Revolução Cubana, em 1959 e no próximo ano, que terá o aniversário de 90 anos do saudoso Ernesto Guevara de la Serna- Che Guevara. Essas lembranças podem auxiliar para relevar o momento que vivemos. Lembrança sobre a semelhança das notificações da imprensa no período desses acontecimentos, que passava informações filtradas da imprensa estrangeira. E como exemplo base seria o material filtrado de alguns lugares, como a United Press, Sociated Press, o Correio de La Sierra, entre outros.

A disputa comunicativa era entre uma imprensa anarquista e outra que atacava Lenin e os Bolcheviques. A disputa política ideológica existia e era muito forte, principalmente do lado do marxismo na América Latina. Algumas publicações da imprensa operária devem ser relevadas, como: Spartacus, Voz do Povo, A Plebe, Avanti, Vanguarda, Movimento Comunista, entre outros. Com textos dos militantes brasileiros e viajantes ou estrangeiros. Assim, diversos órgãos foram criados no Brasil, do lado político e cultural para divulgar o que estava acontecendo na União Soviética. Esse momento foi marcante na história da humanidade, e fazendo uma leve comparação, a Revolução Russa pode ser comparada com a Revolução Cubana na América Latina. Ambas tem uma força inigualável na história mundial. Um elemento base, que vale ser lembrado é a reconstrução da Europa pelos EUA e sob a visão de Stalin, que buscava reconstruir a Rússia e assim atrelar o país numa espécie de sufocamento entre as pátrias.

Palavras de diversos estudiosos e Anita Leocádia Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes em debate no Sesc Pinheiros.

O sociólogo Antonio Carlos Mazzeo entra num quesito extremamente importante e relevante ao citar alguns âmbitos, como: as lutas negras, o quesito LGBT, entre outros e releva que eles devem ser colocados na luta geral pela emancipação humana.

Após um longo período de uma Rússia devastada por protestos e depois recuperada houve um momento critico que foi em 1924, que o governante Lênin que deu novas caras a Rússia tinha morrido e quem assumiu o poder foi o forte Joseph Stalin e começou a governar o país com força e com mãos de ferro. O governo de Stalin foi caracterizado como um forte e rápido crescimento econômico, o setor que mais se houve crescimento no governo de Stalin foi  a indústria pesada e outra característica desse governo foi o gasto de dinheiro pelas forças armadas, assim deixando a Rússia como uma das maiores potências do mundo.Durante seu governo Stalin estabeleceu marcas politicas e essas marcas foram chamadas de Planos Quinquenais, esses planos eram basicamente metas a serem cumpridas pelo governo e pelo povo. Esses planos influenciaram no crescimento ou desenvolvimento acelerado das tecnologias que eram o transporte ferroviário e a siderurgia, tornando o país uma forte e grande potência de energia , industrial e agrícola.

A Revolução Russa trouxe para a realidade a ação inerente ao pensamento de Marx: “Até agora os filósofos ficam preocupados na interpretação do mundo de várias maneiras. O que importa é transforma-lo”. Quer seja concordando ou discordando dos métodos, das ações e das decisões destes revolucionários, não se pode negar que sua ação, acima de qualquer outra, moldou o mundo que viria a seguir daquele agitado outubro de 1917.

 

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Glossário

*URSS: A união das Repúblicas Socialistas Soviéticas teve início em 1922, com a unificação da Rússia aos países socialistas vizinhos. Sobreviveu até sua dissolução completa, em 1991.

*Bolcheviques: do russo “majoritário” Dois terços dos integrantes eram russos. “Partido Comunista” para enfatizar a distancia entre os moderados. Depois de 1917, ficaram conhecidos como “vermelhos” em oposição aos “brancos” mencheviques.    *Mencheviques: Facção minoritária do POSDR (daí o menchevique) era formada por intelectuais e profissionais da classe baixa (tipógrafos e ferroviários) em busca do marxismo liberal. Em sua maioria judeus não russos, os mencheviques acreditavam no socialismo moderado, um sistema que seria conquistado democraticamente após a derrocada do capitalismo.

*Sovietes: órgãos representativos abertos  a qualquer pessoa que quisesse participar. Divididos entre locais e distritais, organizavam greves e forneciam suprimentos aos trabalhadores. De prática moderada, não apoiavam a luta armada, defendida por Lenin. Destaca-se o Soviete de Petrogrado, que participou da Revolução de Outubro de 1917, em oposição ao governo provisório.

*Mencheviques: Facção minoritária e formada intelectuais e profissionais da classe baixa em busca de marxismo liberal. Em sua maioria judeus não russos, os mencheviques acreditavam no socialismo moderado, um sistema que seria conquistado democraticamente após a derrocada do capitalismo.

Fontes: Dossiê Superinteressante, Boitempo Editorial  e Seminário no Sesc Pinheiros.

– #seminario1917

 

Edilson Martins

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Faz, agora em outubro, 100 anos da revolução soviética, certamente um dos acontecimentos decisivos para o desenrolar de todo o século 20.

(…) Em outubro de 1917, os bolcheviques (maioria, em russo) lideraram uma revolução, invadiram o palácio do czar, subiram pelas escadarias e derrubaram séculos de absolutismo, instalando um governo de operários e camponeses.

Tudo mentira.

Os bolcheviques não eram maioria, o czar não morava no palácio de inverno (ele abdicara em março e estava preso a quilômetros de distância).

Em outubro de 1917 não havia mais monarquia, e a Rússia era uma república mambembe. 

Os poucos revoltosos entraram no palácio por janelas laterais, e o prédio não estava guarnecido por tropa capaz de defendê-lo. 

A cena da tomada do palácio, com uma heroica multidão subindo sua escadaria foi uma invenção do cineasta Sergei Eisenstein. Ele teve a ajuda de cinco mil figurantes, e a filmagem, em…

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Soroko’s Bar

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A família dona da sorveteria Soroko, uma sorveteria clássica e com belos sorvetes caseiros e veganos na rua Augusta resolveu inovar com um bar, que funciona nas noites do ambiente urbano. Essa é uma nova opção para as noites no Baixo Augusta e conta com um ambiente aconchegante, com estilo rústico, despojado e com som ambiente. No andar superior um terraço está disponível para interação e visualização da rua, unindo assim o ambiente e boas energias.

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Os filhos de Anatolie Soroko: Júnior, André e Alexandre se reuniram e decidiram investir nessa inovação a partir de uma bela reforma e melhorias no ambiente dessa casa antiga e bem grande.

O Soroko’s Bar representa um espaço mezanino e traz um ambiente com ótimas opções de drinks a partir da coquetelaria e um belo exemplo é a ‘Mula de Moscow’, além de outras boas opções, como:

Star fruit, Sem som e sem imagem, Shot dos Milagres e Manda um Negroni pra cá. Diversos petiscos também estão disponíveis, como: frango marinado na cerveja, bolinho de risoto de alho poró e batatinha ao alecrim.

Mula de MoscowMula de Moscow’

Shoot pega fogo

‘Shoot pega fogo’ 

O local também abre o espaço para eventos de stand-up comedy, além de contar com um belo terraço com luzes charmosas. O Stand-up comedy Show ‘Na Hora da Missa’ é um exemplo da descontração e inovação trazida pelo ambiente em pleno domingo, apreciada por um bom público. O bar também traz diversas opções e promoções, como por exemplo, compre um drink específico e ganhe uma porção, entre outras coisas.

missa

@sorokosbar

R. Augusta, 550, Consolação, tel. 2361-2047. Ter.: 18h às 24h. Qua. e qui.: 18h à 1h. Sex.: 18h às 2h. Sáb.: 16h às 2h. Dom.: 15h às 21h.

 

Terra em Transe

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O Cineclube Vladimir Herzog exibiu em agosto o filme de Glauber Rocha, Terra em Transe- 1967, que após 50 anos simbolizou um delírio na época. Um drama que foi roteirizado e dirigido por Glauber Rocha e simbolizou um dos ícones do Cinema Novo. Considerado o mais importante e polêmico filme do cineasta baiano, em novembro de 2015 o mesmo entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Representando assim, um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

O filme pode ser lido como uma grande parábola da história do Brasil no período 1960-66, na medida em que metaforiza em seus personagens diferentes tendências políticas presentes no Brasil no contexto. Realiza uma exaustiva crítica de todos aqueles que participaram desse processo, incluindo as diferentes correntes da chamada esquerda brasileira. Esse foi um dos motivos pelos quais foi tão mal recebido pela crítica e pelos intelectuais nacionais. Em planos de filmagem incomuns, Glauber exibe de forma poético-política as contradições do nascimento e da colonização de Eldorado, permeadas pela tradição cultural brasileira, fazendo alusão ao momento político vivido pelo Brasil, em plena ditadura militar.

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Considerado pela escritora francesa Marguerite Duras ‘uma fabulosa obra cinematográfica’, o terceiro longa de Glauber foi inovador em sua linguagem alegórica, lançando as bases para o movimento tropicalista. Na época de sua estreia o filme levou inclusive o troféu Luís Bruñel prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes (1967).

Após a transmissão houve um belo debate- roda de conversa, com o critico de cinema e curador de mostras e festivais cinematográficos, Adilson Mendes e do cineasta e artista multimídia Pedro Paulo Rocha, filho de Glauber Rocha. O Cineclube também apresenta, entre outras questões, uma parceira com o Sindicato dos Arquitetos do estado.

Nos anos 70, Glauber Rocha produziu o “Leão de Sete Cabeças”, que foi gravado no Quênia, e “Cabeças Cortadas”, produzido na Espanha. O seu último filme foi “Idade da Terra”. Ele foi um dos cineastas responsáveis pelo movimento da vanguarda intitulado ‘Cinema Novo’. Foi criado na religião da mãe, protestante, membro da Igreja Presbiteriana, por ação de missionários norte-americanos da Missão Brasil Central.
Alfabetizado pela mãe, estudou no Colégio do Padre Palmeira – instituição transplantada pelo padre José Luiz Soares Palmeira de Caetité (então o principal núcleo cultural do interior do Estado).  Em 1947 mudou-se com a família para Salvador.

Ali, escrevendo e atuando numa peça, seu talento e vocação foram revelados para as artes performativas. Participou em programas de rádio, grupos de teatro e cinema amadores, e até do movimento estudantil. Sempre controvertido, escreveu e pensou cinema. Queria uma arte engajada ao pensamento e pregava uma nova estética, uma revisão crítica da realidade. Era visto pela ditadura militar,  que se instalou no país, em 1964, como um elemento subversivo.

Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio, de onde nunca retornou totalmente. Em 1977, viveu seu maior trauma: a morte da irmã, a atriz Anecy Rocha, que, aos 34 anos, caiu em um fosso de elevador.

Em 2014, documentos revelados pela Comissão da Verdade indicaram que o governo militar pretendia matar Glauber Rocha, que se encontrava exilado em Portugal. O relatório foi produzido pela Aeronáutica, e descreve Glauber como um dos líderes da esquerda brasileira. A monitoração de Glauber era feita através de entrevistas que ele concedia a publicações europeias, criticando o governo militar e a repressão promovida por ele, considerando seus depoimentos um “violento ataque ao país”

Glauber de Andrade Rocha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto de 1981.

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