*Bob Dylan* o primeiro músico a ganhar o Nobel em 115 anos

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O Nobel, concedido pela primeira vez pelas letras de um cantor e compositor causou uma reação negativa em alguns poucos literatos, mas agradou uma quantidade muito maior. Sua nomeação pode ter mudado o Nobel para sempre, isso depois que a sua arte, em 54 anos de atividade praticamente ininterrupta, mudou o mundo. O cantor e compositor de folk rock Bob Dylan foi batizado como Robert Allen Zimmerman ao nascer, no dia 24 de maio de 1941, em Duluth, Minnesota, nos Estados Unidos. Enquanto cursava a faculdade, ele passou a tocar músicas folk e country e adotou o nome “Bob Dylan”. Em 1961, Dylan assinou seu primeiro contrato, e continua a fazer tours com seus recentes discos de estúdios, que incluem “Together Trough Life” (2009), “Tempest” (2012) e “Shadows in The Night” (2015).

Dylan é diretamente retratado como um cantor que desagrada músicos e um poeta criticado por escritores. O cantor e compositor de folk rock Bob Dylan foi batizado como Robert Allen Zimmerman ao nascer, no dia 24 de maio de 1941, em Duluth, Minnesota, nos Estados Unidos. Influenciado por pioneiros do rock como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Little Richard (quem costumava imitar no piano durante os bailes da escola), o jovem Dylan formou suas próprias bandas, incluindo The Golden Chords e também um grupo que liderou sob o pseudônimo Elston Gunn. Enquanto cursava a Universidade de Minnesota, em Minneapolis, ele começou a apresentar músicas country e folk em cafés locais, adotando o nome “Bob Dylan”, em homenagem ao falecido poeta galês Dylan Thomas.]

Cantor Folk

Em 1960, Dylan largou a faculdade e se mudou para Nova York, onde seu ídolo, o lendário cantor folk Woody Guthrie estava hospitalizado com uma rara doença hereditária no sistema nervoso. Dylan visitava Guthrie regularmente no hospital; ele também se tornou atração em clubes folk e cafés no Greenwich Village, conheceu vários músicos e começou a compor em ritmo assombroso, incluindo “Song to Woody”, um tributo ao seu herói. No outono de 1961, depois que uma de suas apresentações recebeu uma crítica entusiasmada no New York Times, Dylan assinou um contrato com a Columbia Records. Lançado no início de 1962, o disco de estreia trazia apenas duas canções, mas apresentou seu estilo vocal peculiar em um punhado de canções folk e blues.

O lançamento de The “Freewheelin’ Bob Dylan”, em 1963, marcou a ascensão de Dylan como uma das vozes mais originais e poéticas da história da história da música popular americana. O álbum incluía duas das mais memoráveis canções folk dos anos 1960, “Blowin’ in the Wind” (que mais tarde se tornaria um grande sucesso com o trio folk Peter, Paul e Mary) e “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”. Seu próximo disco, “The Times They Are A-Changin’”, estabeleceu Dylan como o compositor definitivo de protesto dos anos 1960, uma reputação que se tornou ainda maior depois que ele se envolveu com um dos ícones do movimento, Joan Baez, em 1963.

Enquanto a relação de dois anos com Baez durou, a carreira de ambos se beneficiou. Dylan escreveu algumas das músicas mais conhecidas de Baez, e ela o apresentou a milhares de fãs durante seus shows. Em 1964, Dylan estava fazendo cem apresentações anuais, mas estava cansado de seu papel como “o” cantor folk de protesto. “Another Side of Bob Dylan”, gravado em 1964, trazia canções mais pessoais e introspectivas, com muito menos carga política que seus trabalhos anteriores.

Em 1965, Dylan escandalizou muitos dos seus fãs folk ao gravar o álbum “Bringing It All Back Home”, metade acústico e metade elétrico, junto a uma banda de nove integrantes. Em 25 de julho de 1965 ele foi notoriamente vaiado no Newport Music Festival, quando se apresentou com instrumentos elétricos pela primeira vez. Os discos que se seguiram, “Highway 61 Revisited” (1965) – que incluía a canção de rock seminal “Like a Rolling Stone” – e o álbum duplo “Blonde on Blonde” (1966), mostraram o lado mais inovador de Dylan. Com sua voz inconfundível e letras inesquecíveis, Dylan juntou os mundos da música e literatura como ninguém tinha feito antes.

No decorrer das próximas três décadas, Dylan continuou a se reinventar. Após um acidente de moto quase fatal em julho de 1966, Dylan ficou quase um ano isolado para se recuperar. Seus próximos dois álbuns,” John Wesley Harding” (1968) — que trazia “All Along the Watchtower,” mais tarde gravada pelo gênio da guitarra Jimi Hendrix — e o country Nashville Skyline (1969) eram muito menos agressivos que seu trabalho anterior. Críticos detonaram seu disco duplo “Self-Portrait” (1970). “Tarantula”, a aguardada coleção de escritos de Dylan, publicada em 1971, também não foi bem recebida. Em 1973, Dylan apareceu em “Pat Garrett e Billy the Kid”, um faroeste dirigido por Sam Peckinpah. Ele também escreveu a trilha sonora do filme, que se tornou um sucesso e trazia a clássica “Knockin’ on Heaven’s Door.”

Excursões e Religião

Em 1974, Dylan fez sua primeira grande excursão desde o acidente, embarcando em uma turnê nacional em casas lotadas, com sua banda de longa data, The Band. Um álbum gravado com a The Band, “Planet Waves”, foi o primeiro a alcançar o topo das paradas. Em seguida ela lançou o celebrado “Blood on The Tracks”, em 1975, e “Desire”(1976). Ambos também chegaram ao topo das paradas. “Desire” trazia “Hurricane”, que Dylan escreveu sobre o boxeador Rubin “Hurricane” Carter, que cumpria prisão perpétua após ter sido condenado por triplo homicídio em 1967, o que muitos consideravam ter sido uma sentença errônea.

Dylan foi uma das figuras proeminentes que ajudaram a popularizar o caso, levando a um novo julgamento em 1976, no qual Carter foi condenado novamente.

Após uma separação dolorosa de sua mulher, Sara Lowndes — a música “Sara”, em “Desire”, foi uma tentativa infrutífera de reconquistar Lowndes — Dylan novamente se reinventou, declarando em 1979 que se converteu ao cristianismo. O evangélico “Slow Train Coming” foi um sucesso comercial e rendeu a Dylan seu primeiro Grammy. Entretanto a turnê e álbuns seguintes tiveram menos sucesso e logo depois as inclinações religiosas de Dylan se tornaram mais discretas em suas músicas. 

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Status de estrela do rock

No começo dos anos 1980, Dylan começou a excursionar em tempo integral, às vezes junto a lendas como Tom Petty and the Heartbreakers e o Grateful Dead. Discos notáveis do período incluíam “Infidels” (1983); a retrospectiva em cinco discos “Biograp”h (1985); “Knocked Out Loaded” (1986); e “Oh Mercy” (1989), que se tornou seu álbum mais bem recebido em anos. Ele gravou dois discos com a super-banda The Traveling Wilburys, que também era composta por George Harrison, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne. Em 1994, Dylan voltou à suas raízes folk, ganhando o Grammy na categoria Melhor Álbum de Folk Tradicional com o álbum “World Gone Wrong”.

Em 1989, quando Dylan foi introduzido no Rock & Roll Hall of Fame, Bruce Springsteen falou na cerimônia, declarando que “Bob libertou a mente do mesmo modo que Elvis libertou o corpo… Ele inventou um novo jeito que um cantor popular poderia soar, rompeu as limitações que um artista poderia atingir e mudou a face do rock and roll para sempre”. Em 1997, Dylan se tornou a primeira estrela do rock a receber o Kennedy Center Honors, considerado o prêmio máximo de excelência artística nos Estados Unidos.

Seu disco de 1997, “Time Out of Mind”, restabeleceu Dylan como um dos maiores artistas do rock, recebendo três Grammy. Ele continuou sua vigorosa turnê, incluindo uma apresentação memorável para o Papa João Paulo II, na qual tocou “Knockin’ on Heaven’s Door,” e uma turnê em 1999 com Paul Simon. Em 2000, ele gravou o single “Things Have Changed”, para a trilha sonora do filme “Garotos Incríveis”, estrelado por Michael Douglas. A canção rendeu a Dylan um Globo de Ouro e um Oscar de canção original.

Dylan então deu um tempo da música para contar a história de sua vida. O cantor lançou “Crônicas: Volume Um”, o primeiro de uma série de três livros de memórias, no outono de 2004. Dylan deu sua primeira grande entrevista em 20 anos para um documentário lançado em 2005. “No Direction Home: Bob Dylan”, foi dirigido por Martin Scorsese.

Trabalho recente

Em 2006, Dylan lançou o álbum “Modern Times”. O disco atingiu o topo das paradas um mês após o seu lançamento. Uma mistura de blues, country e folk, o disco foi aplaudido pela crítica. Não demonstrando nenhum sinal de diminuir o ritmo, Dylan continuou a excursionar na primeira década do século 21, e lançou o disco de estúdio “Together Trough Life”, em abril de 2009. Em 2010 ele lançou em sua Bootleg Series, o álbum “The Witmark Demos”, seguido de uma nova caixa intitulada “Bob Dylan: The Original Mono Recordings”. Além disso, ele expôs 40 de seus quadros na National Gallery, na Dinamarca. Em 2011 ele lançou um outro disco ao vivo, “Bob Dylan in Concert – Brandeis University 1963”, e em setembro de 2012 lançou um novo disco de estúdio, “Tempest”. No início de 2015, Dylan lançou “Shadows in The Night”, que trazia regravações de canções consagradas por Frank Sinatra.

Vida pessoal

Dylan e Lowndes, que se casaram em 1965 e se divorciaram em 1977, tiveram quatro filhos: Jesse, Anna, Samuel e Jakob. Dylan também adotou Maria, filha de um casamento anterior de Lowndes. Jakob Dylan se tornou o vocalista da banda de rock “The Wallflowers”.

Em 1966, o cineasta francês ‘François Truffaut’ (um dos maiores ícones da história do cinema no século XXI) adaptou o livro Farenheit 451, de Ray Bradbury, para o cinema. O enredo é sobre uma sociedade totalitária em que os bombeiros, em vez de combaterem incêndios, queimam livros. Um destes bombeiros começa a guardar livros e é obrigado a abandonar a mulher e fugir para a floresta. Lá, ele descobre que as letras impressas em papel são irrelevantes. O importante são as histórias.

Com o prêmio Nobel, Dylan consegue a segunda coisa que ele faz de melhor, contrariar as pessoas; a primeira, é claro, é escrever músicas.

[*Bob Dylan é o primeiro americano a ganhar o Nobel de literatura desde 1993, quando foi anunciado o nome da escritora Toni Morrison. Nos últimos anos, o nobel se distribuiu – no ano passado, a russa Svetlana Aleksiévitchi foi a escolhida, sucedendo o francês Patrick Modiano.*

Deixe-me esquecer do hoje até amanhã.

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*Letras mais que relevantes*]

It’s Alright Ma’

É o resumo do pensamento de Dylan – crítica social aguda que extrapola frivolidades da política para atingir questões pessoais.

‘Like a Rolling Stone’

Tinha 10 páginas”, disse Dylan em 1966. “No fim, não era mais ódio, era sobre contar a alguém algo que eles não sabiam, que eles eram sortudos. Vingança.”

‘Tangled Up in Blue’

Dylan disse uma vez que essa letra demorou 10 anos para ser vivida e 2 para ser escrita.

‘Hurricane’

Uma peça de jornalismo literário com licença poética.

Fontes: History e Estadão Cultura

 

 

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Um comentário sobre “*Bob Dylan* o primeiro músico a ganhar o Nobel em 115 anos

  1. O cara é fera…..adorei saber um pouco mais sobre ele….a verdade é que ele é Multimídia…..prêmio merecido ….e para quem gostou bem e prá quem não gostou Amém.

    Curtido por 1 pessoa

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